Os “rolezinhos”, movimento muito popularizado no Brasil no final de 2013, são constituídos por uma grande massa de jovens, que por si utilizam de locais públicos e até mesmo privados para a promoção do movimento. Há de se discutir os efeitos e fatos constrangedores resultantes de movimentos deste porte.
No atual momento, são diversas as visões apontadas para os “rolezinhos”. Alguns colunistas de sites e revistas apontam ser um símbolo da rebeldia e pobreza da população jovem brasileira. No entanto existem diversos sociólogos e grandes pensadores que apontam ser um movimento análogo ao que um dia conhecemos como "apartheid". Deste modo, um movimento tão popularizado pela mídia acabou se tornando o estopim para a discussão pelos direitos humanos e sua conduta.
A mídia, em alguns contextos, é a grande manipuladora de informações, movimentos como estes não prova de fato somente a rebeldia, mas também a falha na educação que pode ser notada nos discursos dos jovens brasileiros perante o movimento. Humanos nasceram com consciência, para fazer o que bem entendem. No entanto junto da sociedade civilizada é notável o capitalismo, burgueses se usufruindo de bens incalculáveis e ao mesmo tempo uma grande massa de pessoas com péssimas condições de vida. Ou seja, em uma sociedade desigual existem os problemas que facilmente seriam evitados caso a educação de alta qualidade fosse acessível para todos.
Movimentos como os “rolezinhos” mostram fisicamente, e até mesmo em discussões entre burgueses na mídia, a notável e vergonhosa burguesia agindo como classe opressora as classes baixas, dando uma visão altamente preconceituosa sobre a população brasileira. A conduta dos jovens pode ser definida que o motivo pela qual surgem movimentos como estes é devido à grandiosa e quase que imperceptíveis falhas na educação.
Movimentos sociais tem em comum uma causa, um motivo pela qual lutar em grupo. Movimento como o “rolezinho” pode hoje ser considerado como algo rebelde, mas na verdade mostra a incrível ação social acontecer. Deste modo o “rolezinho” prova uma das primeiras e mais incríveis atitudes do homem, a coletividade e a partilha do desejo, um desejo de uma sociedade sonhadora por uma civilização com direitos iguais.
Para Folha de São Paulo







